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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

garagem feita palco

Com uma primeira iniciativa surgida ao acaso, grupo Ateliê do Titetê promove descentralização da cultura via apresentações teatrais em garagens BH afora!

Trupe completa de frente ao espaço cênico: a garagem!

Nascido ao acaso e prontamente vitorioso, o projeto Garagens Periféricas, com improviso e protagonismo do público, vem contando, nos palcos histórias de descentralização da cultura.

A ideia surgiu na surpresa. Em uma apresentação, em parceria com a Cia Faminta de Teatro, em uma festa beneficente, todos prontos, a tempo e à hora, não havia local para a peça. Artistas sem palco, conseguiram a cumplicidade de uma senhora vizinha para se apresentarem na garagem de sua residência e seu banheiro como camarim.

Alguns meses depois, abriu-se edital na Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte, o novo Descentra Cultura. Daí, caldo quente, farinha nele! Deram  nome ao recente improviso de sucesso, fundamentaram e formataram.Ele obteve a maior pontuação dada pela COMIC, Comissão Municipal de Cultura de Belo Horizonte e assim nasceu o "Garagens Periféricas" do Ateliê Titetê, coletivo de palhaços e palhaças..

A recepção da vizinhança foi surpreendente. Os vizinhos, além de comparecer para assistir às
garagem periférica (!)
peças,oferecem bebidas e pratos, estabelecendo vínculos de carinho e compartilhamento. Outro aspecto relevante, são as ligações telefônicas de pessoas oferecendo as garagens de suas residências para futuras apresentações. O morador oferece a garagem, que é utilizada como espaço cênico e dependendo de seu tamanho, comportando apresentação e público, em um mesmo patamar.

E aí, neste vínculo que se estabelece, os moradores são considerados não apenas plateia, mas, promotores da cultura no entorno de suas residências. Além de ceder espaço, energia elétrica, água​ e um lanche para os artistas, eles divulgam as apresentações, que são planejadas com a devida antecedência. 

Falando de futuro, vêm tentando encaixar o projeto em editais. Em 2017, seguindo seu caráter de descentralização, o levarão a periferias de cidades do interior de Minas Gerais e na busca de parceiros que possam nos patrocinar. Microfone (ou melhor, caneta) nas mãos de Cícero Silva, líder do projeto:  “E se você que lê essa matéria, quiser nos ajudar, entra em contato conosco. Eu não sei se posso deixar o endereço?!? atelietitete@gmail.com​” Pode sim, Cícero! Taí, pessoal, atenção!

O retorno maior que esperam é a participação efetiva do público comparecendo para assistir às apresentações, o que vem acontecendo. Esperam ainda, encontrar apoiadores (empresas e entidades públicas e privadas) que os ajudem a manter o projeto por muitos e muitos anos.

Com vocês, descentraliza cultura!

 Como artistas, levam desta ‘jornada’, a certeza de que "todo artista tem de ir aonde o povo está", como realizadores e produtores culturais, o aprendizado de que a formação de público no Brasil, deve sempre considerar outras lógicas de produção que contemple e garanta o acesso das populações menos privilegiadas economicamente, porque todas as pessoas tem direito ao prazer proporcionado pela arte.

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