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domingo, 7 de junho de 2026

Poli são várias

 Uma vez mais, esta frase se aplica a mim! Este projeto inteiro é policolor, polisignificados, polipessoas, politalentos, poliamigos, polirealização!


Começando uma série de registros sobre esta experiência maiúscula que vou vivendo, ao dia, fiquei um pouco perdida, por onde começar. Esta história, que tá virando filme, tem tantos lados, tantas abordagens, personagens, etapas e etc, que me perdi...



Não é só o meu olhar. Não é a história em mim. É a história em si e a história em um tanto de gente ao meu redor.

E aí, pensando assim, com estas caraminholas acima na cabeça, conclui que é por aí. Este é um bom começo. Começar pelas pessoas que viveram esta história, maaaas... aqui tem um porém! Meu primeiro registro deste projeto lindo que vou vivendo será das pessoas que vão vivendo esta história do filme! Não do acidente, em si. Mas do acidente feito filme!

Tem muita gente que é a mesma, no acidente e no filme. Minha mãe, meu pai, a fisioterapeuta Melissa, a fonoaudióloga Maira, meu filho Lourenço... O nome escolhido para o filme, ‘eu sou é eu mesma’, nem é por isto, mas fica uma sincronia legal.

Escolhi duas palavras para esta história de gente minha! Adesão e entrega. Foi muito gostoso sentir como as pessoas aderiram de coração e, através disto, sentir como este tropeço na minha vida afetou a cada uma delas.

Ouvir os relatos e perceber as trocas na interpretação foi um processo rico de algo que vou reconstruindo em mim, ainda, devagar e que aprendi a olhar como um degrau feito aprendizado.

Quero agradecer quem me ajudou na produção, Sandra, Laura, Gustavo, Mãe, Pai, José Luís, Marta, Lilia, Cida, Vinícius, Mariana, equipe HSJ inteira, na madrugada, inclusive! Cada ajuda, cada detalhe me ajudou a transformar esta história em filme! 



Meu elenco super expressivo e disposto a tudo! Mãe, pai, Leopoldo, Fafá, Henrique, Eddie, Melissa, Maira, Raoni, Gabriel, Lourenço e UM TANTÃO de figurante na cena do casamento!!! Muito massa, muito phoda! Adorei pessoal, muito!

E tem mais: JULI! Esta merece um agradecimento só dela! Todos merecem, mas meu blog não comporta texto com tantas linhas, eu acho! Juli, querida, obrigada pela entrega, pela dedicação e pelo amor feito filme!



É muito forte sentir esta resposta tão positiva e a entrega que ela significou! Aí, a gente entende a força dos laços que vai tecendo vida afora! Os nossos, e os que estão por trás de nós: da família, de nosso trabalho, daqueles por quem já passamos em ocasiões cotidianos e que, de alguma forma, deixamos um legado positivo.

Ah!!!! Fora de minha comunidade de origem tem um tantão de gratidão brotando! Gratidão com admiração!!!! Equipe IMA e profissionais parceiros!!!!!  Bia, Mariana, Mazza, Marcos, Rafael e toda equipe, do começo da história, também, Lulu, Márcia, mais um tantão de gente super!! Gratidão pelo  imenso projeto em si (phodástico) e em nós, ganhadores desta avalanche passando pelos trilhos Vitória a Minas!

GRATIDÃO TODOS

domingo, 31 de maio de 2026

EU, CINEASTA DE MIM



Tem tanto significado me atropelando, que preciso de reinauguar estas páginas, para compartilhar tudo que estou vendo, vivendo, sentindo com tudo tanto!

Roteirizar, produzir, dirigir e editar um filme, com uma equipe gigante me assessorando na contrução de mim mesma, cineasta, merece várias páginas, palavras a perder de vista e imagens lindas!

Para inaugurar esta fase dos conteúdos cinematográficos de mim mesma, vou repostar um texto que fiz para o jornal Rotha Cultural, de João Monlevade!

Publicado há cerca de um mês, quando eu estava no centro do furacão! Toda a equipe do Instituto Marlim Azul, promotor desta maravilha de projeto, rico como o quê, estava saindo daqui, depois de 5 dias me fazendo cineasta e realizando a filmagem daquele roteiro que me ajudaram a compor e a produzir!!

Segue o texto... extes dias, virão vários outros conteúdos sobre as etapas vividas, produzidas, aprendidas, filmadas, TUDO ENORME!

#repost ROTHA CULTURAL


EU, CINEASTA DE MIM

Roteirizando, produzindo, dirigindo e editando uma história minha, vivo o cinema na carne, ao dia

Já andei passeando aqui, pelas páginas do Rotha, contando da expectativa e da emoção de ter um texto selecionado para virar filme, pelo CURTA VITÓRIA MINAS, projeto do Instituto Marlim Azul, em Vitória, ES, patrocinado pela Vale via LEI ROUANET.

Contei esta parte, da expectativa que era, da emoção que se tornou e depois transbordou! A expectativa de ter uma história transformada em filme e mais, por você mesma, no meu caso, eu mesma(!), moradora dos trilhos da Estrada de Ferro Vitória a Minas, me sacudiu de um jeito que me falta vocabulário para descrever. Uma expectativa que era gigante e foi ultrapassada, no aprendizado e na realização.

Resgatando minha história e contextualizando os novos leitores, meu texto feito filme chama-se EU SOU É EU MESMA e conta do meu resgate de mim mesma depois de um acidente grave de sequelas cognitivas, afetando identidade, raciocínio, memória, tudo que guardamos na cabeça.

Neste momento agora quero falar do sentimento em ebulição em mim de realizar este projeto. Roteirista, produtora, diretora e agora editora. Tudo ao mesmo tempo ontem, hoje, amanhã. Com o apoio e o suporte de profissionais experientes, densos e super qualificados. E com poesia no olhar. E o suporte absoluto e integral do IMA!

Desde que participei da imersão na arte do cinema na sede do Instituto, em Vitória, ES, ainda não tive pausa para respirar. E está gostoso! O nível de entrega que o projeto pede me atrai. Não sou muito afeita a respirar pausadamente, gosto de ofegar. Por justa causa, assim, vale a vida!


Sair de nosso lugar de fala cotidiano e assumir outro, com suporte profissional, mas com responsabilidade de resposta como o projeto CURTA VITÓRIA MINAS pede (exige) é MA-RA- VI- LHO -SO!

Falei com duas pessoas imersas (imensas!) neste projeto, uma da ponta da produção e oferta, Beatriz Lindenberg, do Instituto Marlim Azul e outra da ponta da recepção (do prêmio, mais produção do filme!), Sandra Coelho, ganhadora feita cineasta, de Nova Era da última edição. Falei com as duas que meu olhar de hoje depois de viver este projeto imenso em cada detalhe é de felicidade de ter tido a indicação, a oportunidade e a qualidade necessárias (não vou tirar meu mérito do jogo!).

Outro ponto digno de pauta e de muito orgulho é da alta adesão de família e amigos ao projeto. Equipe de produção, atores, protagonistas e coadjuvantes, figurantes, gravações de dia inteiro, noite e madrugada, uffffa!!! Muito a agradecer! Compartilharemos do prêmio juntos, quando o filme chegar!

Ô Sorte! Convoco Wilson das Neves, baterista emblemático da história da MPB, para me ajudar na definição desta torrente de significado e aprendizado que passou por mim e me fez cineasta de mim mesma.

Pensei em descrever estes papeis que assumi; melhor, pensei em descrever a assunção destes papéis, mas me falta léxico para tanto aprendizado e trabalho feito realização. Acho que não dá para sentir por empatia, tem que experimentar.

Fica de olho no perfil do Instagram e no site do IMA para saber quando sai a próxima edição do CURTA VITÓRIA MINAS e integrar. Só sentindo. Lendo aqui, por melhor que me aplique em descrever, você não vai ter ideia! Não vai saber da missa a metade!

Enquanto a 5ª edição não vem (a 4ª tá rolando ainda, com força) vai vendo que tanto de projeto phoda que eles têm. Divirta-se fazendo boas conexões, enquanto o lobo não vem! 

E bom trabalho na próxima edição do projeto! Vou torcer para que você consiga me entender, na íntegra, na prática!

PICS by Mariana Lima, Instituto Marlin Azul

Poliana Guerra é administradora e jornalista, de Nova Era e contemplada para produzir o filme “Eu Sou é Eu Mesma”, do Instituto Marlin Azul, através do projeto projeto Curta Vitória a Minas IV, que transforma histórias de moradores em filmes.