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quarta-feira, 1 de maio de 2013

de tudo se faz canção



E  de toda canção se fez emoção nesta ‘Uma Travessia’. Uma não, mil,  porque Milton!  A minha, pela arte e pela poesia, embaladas pela nostalgia; a dele, por seu repertório e pelas ‘esquinas’ de uma produção mineira conjunta; a do maravilhoso show que trazia este nome; Travessia.

Comemorando 50 anos  de carreira, Milton Nascimento, o nosso Bituca, apresenta o espetáculo (substantivo e adjetivo) ‘Uma Travessia’, junto a Wagner Tiso e Lô Borges, amigos de infância e ‘esquina’.

E ‘travessia’ afora, ele nos traz (aos ouvidos e à memória) sucessos seus, do clube de que fizeram parte, os três, o da Esquina, além de clássicos de Vinícius de Moraes, Tom Jobim e Noel Rosa.

Foi um show derramando emoção. Em meio a repertório absolutamente familiar e  a um lirismo embriagante, na voz  e nos significados das canções,  a plateia se encantou.

Com  sua voz marcante, Milton nos carregou através de  canções e nos embriagou com  sua voz e seu ritmo. Para uma mineira longe de casa foi um presente, colorindo a alma de uma nostalgia, de um sentimento caseiro “porque de tudo se faz canção e o coração…”.

Como “sou do mundo, sou Minas Gerais”, sentia a emoção fechando a garganta e as lágrimas inundando os olhos.  E por ter “comigo as lembranças do que eu era”, a memória afetiva, do tamanho da emoção, transborda.

Milton cala.  Por respeito, reverência, admiração, contemplação.

Ao final, absolutamente entregue e torporizada levanto e bato palmas. Também por dentro.

“E lá se vai mais um dia…” E que dia!

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