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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

a árvore da vida


A pegada existencialista em minhas duas últimas incursões ao cinema está, ainda, me tirando o fôlego.

A primeira incursão foi 'Melancolia', sobre o qual já andei passeando palavras por aqui. Intenso, dolorido e belo.

A escolha da vez foi 'A Árvore da Vida'. Filme igualmente belo e tocante, mas, este, absolutamente questionador.

O filme evidencia e realça a beleza do cosmos e das leis naturais confrontando-nas com nossas dores e seu permanente questionamento. Parece nos mostrar todo o tempo o quão maiores e acima de nós estão as leis que regem o universo. A força e o poder inexorável da natureza. O que é o humano perto do universo? A força das leis naturais. Da vida. A Árvore da Vida.

Até mesmo a câmera, delicada e intensamente, reafirma a natureza em cada pedaço de nós e de nossas vidas nos ângulos e quadros escolhidos.

E assim, parece nos mostrar que cada um de nós é deus. A natureza, suas leis, o homem, o cosmos, TUDO e TODOS, absolutamente sublimes, autônomos e paradoxal e maravilhosamente coodependentes.

A minha árvore da vida
bem cuidada, com cerveja!
É, ainda, um questionamento muito forte de toda e qualquer dor humana. Toda e qualquer. Na extensão, na razão ou sem razão de ser. Qual o papel deste que chamamos deus diante da inexorabilidade do sofrer à condição humana?

É um filme poesia, mergulhado também em filosofia. Delicado e intenso!

Pessoalmente, tive mostras fortes das forças sublimes acima de nós, humanos, demasiado humanos. E, paradoxalmente, o quanto cada um de nós guarda das leis do universo, de deus.

Quase morta, gravemente hospitalizada, me foi plantada uma árvore da vida. Diante das leis do universo e de meu corpo universo, acordei de tudo e minha vitalidade acordada cresceu e se multiplicou intensamente, reafirmando as leis da natureza cá comigo e multiplicando a minha já inesgotável vontade de pulso, latejante no meu peito-coração!

                Porque a minha Árvore da Vida cresce dentro de mim.


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